Hemoglobinas Glicosiladas

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Hemoglobinas Glicosiladas
Autor: Paulo Cesar Naoum
     
   Após o nascimento, observa-se que além das hemoglobinas A, A2 e Fetal, surgem outros cinco tipos de moléculas que constituem o grupo das hemoglobinas glicosiladas: Hb A1a-1, Hb A1a-2, Hb A1b, Hb A1c e Hb A1d. O conjunto dessas hemoglobinas que eletroforeticamente se posicionam um pouco à frente da Hb A, sem que ocorra um fracionamento visível (figura 4.4), representa 5 a 8% da concentração da Hb A. Todas essas hemoglobinas são derivadas da Hb A por terem hexoses ligadas à região N-terminal do primeiro aminoácido da globina beta – a valina. A glicolização ocorre por um processo lento com intermediação enzimática durante a hemoglobinogênese. Assim, as hexoses permanecem ligadas à Hb A por todo o tempo de vida do eritrócito, que é de 120 dias, em média. A Hb A1c por apresentar maior concentração entre as hemoglobinas glicosiladas, atua como sensível marcadora biológica da glicose sangüínea. A tabela 4.1 relaciona, suas concentrações e os produtos específicos de glicolização.
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Figura 4.4 – 
Eletroforese de hemoglobinas em acetato de celulose, tampão alcalino (TEB pH 8,6) mostrando à frente da Hb A as frações de hemoglobinas glicolizadas, com destaques para A1c e A1d.
Tabela 4.1 – Subtipos de HbA1 relacionados com suas concentrações e glicolização.
Subtipo Concentração (%) Glicolização
A1a – 1 0,2 Hexose – difosfato
Frutose – difosfato
Glicose, manose e galactose difosfato
A1a – 2 0,2 Hexose – monofosfato
Glicose – 6 – fosfato
Glicose, manose e galactose monofosfato
A1b 0,5 Hexose não – fosforilada
Glicose, manose, galactose
A1c 4 – 6 1 – deoxi – beta – D – frutose
A1d 0,4 Beta – D – glicopiranosil